Óleo do motor e filtros parecem assunto simples, mas concentram erros que custam caro — e alguns colocam a segurança em risco. Para quem está começando, separar mito de verdade evita sustos e decisões precipitadas.
A boa notícia: com poucos cuidados objetivos, dá para manter o básico em dia sem improvisos. Abaixo, os mitos mais comuns e o que realmente importa.
Mito: óleo mais grosso protege melhor o motor
Óleo mais viscoso não é sinônimo de proteção extra. Cada motor foi projetado para trabalhar com uma faixa específica de viscosidade. Fora dela, a lubrificação pode atrasar na partida a frio ou não circular como deveria.
**Verdade prática:** use a viscosidade indicada no manual. Trocar por um óleo “mais grosso” para esconder ruído ou consumo costuma piorar o problema e aumentar o desgaste.
Verdade: rodar com nível baixo é risco imediato
Aqui não há margem para dúvida. Nível abaixo do mínimo aumenta atrito, temperatura e chance de falha grave. Em casos extremos, o motor pode travar.
**Como conferir com segurança:** - Estacione em local plano. - Desligue o motor e espere alguns minutos. - Use a vareta; o nível deve ficar entre mínimo e máximo. - Complete aos poucos, sem ultrapassar o máximo.
Mito: trocar o óleo “quando der” não faz mal
Postergar a troca é comum, mas perigoso. O óleo envelhece, perde aditivos e acumula contaminantes. Mesmo que o carro rode pouco, o tempo também conta.
**Verdade prática:** siga o intervalo por quilometragem **ou** tempo, o que ocorrer primeiro. Para quem vende o carro, histórico de trocas em dia passa confiança e evita questionamentos.
Verdade: filtro de óleo é item de segurança
Filtro saturado não filtra. Em algumas situações, a válvula interna abre e o óleo circula sem filtragem para não faltar pressão — ou seja, sujeira no motor.
**Regra simples:** trocou o óleo, troque o filtro. Economizar aqui é economia falsa.
E os outros filtros?
- **Filtro de ar:** influencia consumo e desempenho. Sujo demais, pode causar falhas e engasgos. - **Filtro de combustível:** protege bicos e bomba. Entupido, força o sistema e pode causar perda de potência.
Mito: óleo muito escuro significa problema
Óleo escurece porque está limpando o motor e suspendendo impurezas. Isso é esperado.
**Verdade prática:** a cor sozinha não define condição. O que importa é o intervalo de uso, o nível correto e a especificação adequada.
Verdade: mexer com o motor quente é perigoso
Abrir o capô logo após desligar o carro expõe você a queimaduras. Óleo e componentes ficam em alta temperatura.
**Cuidado básico:** espere esfriar antes de conferir nível, completar óleo ou tocar em filtros. Segurança vem antes da pressa.
Mito: aditivos milagrosos substituem manutenção
Promessas de “recuperar” motor com frascos mágicos são comuns. Alguns produtos até limpam, outros só mascaram sintomas.
**Verdade prática:** nenhum aditivo compensa óleo errado, filtro velho ou troca atrasada. Em carros à venda, uso excessivo de aditivos costuma levantar suspeitas.
Verdade: manutenção simples ajuda na venda
Quando óleo e filtros estão em dia, o carro funciona melhor, faz menos ruído e passa mais confiança em uma vistoria básica.
**Antes de anunciar:** - Troca recente de óleo e filtro, com especificação correta. - Nível conferido e sem vazamentos aparentes. - Filtro de ar limpo.
Esses cuidados não transformam o carro, mas evitam perguntas difíceis e mostram que a manutenção básica foi respeitada — um sinal importante para quem está comprando.
Separar mito de verdade em óleo e filtros é um passo simples para rodar com mais segurança e negociar melhor. O básico bem feito ainda é o que mais protege o motor — e o seu bolso.
