Petróleo e GásPublicado: 2 de jan. de 2026, 03:00Atualizado: 2 de jan. de 2026, 03:01

Qualidade do combustível em foco: 3 armadilhas comuns e como reduzir o risco de adulteração no Brasil

Erros frequentes no dia a dia da bomba — e atitudes simples para evitá-los

Ilustração de capa: Qualidade do combustível em foco: 3 armadilhas comuns e como reduzir o risco de adulteração no Brasil (Petróleo e Gás)
Por Fernanda Ribeiro

A qualidade do combustível impacta consumo, desempenho e manutenção. No Brasil, onde há misturas obrigatórias e uma cadeia longa até a bomba, pequenos descuidos podem aumentar o risco de abastecer produto fora do padrão.

Sem jargão e sem alarmismo, este guia destaca três armadilhas comuns ligadas à adulteração e mostra como reduzir o risco com atitudes simples no dia a dia.

Armadilha 1: escolher apenas pelo preço

Preço chama atenção, mas valores muito abaixo da média local merecem cautela. Diferenças pontuais existem por logística, volume e concorrência; quedas exageradas e persistentes fogem do padrão.

**Como evitar:** - Compare preços dentro da mesma região e no mesmo período. - Desconfie de promoções contínuas sem explicação clara. - Observe se o posto mantém preços coerentes entre gasolina, etanol e diesel.

Armadilha 2: ignorar sinais visuais e operacionais do posto

A rotina do posto diz muito sobre o cuidado com o combustível. Falhas simples podem indicar problemas maiores, inclusive mistura inadequada ou armazenamento ruim.

**O que observar antes de abastecer:** - Bombas limpas, com lacres íntegros e visor legível. - Informações visíveis sobre o tipo de combustível vendido. - Organização da pista e manutenção básica em dia.

Atenção ao momento do descarregamento

Evite abastecer enquanto o caminhão-tanque está descarregando. A movimentação pode suspender resíduos do fundo do tanque, afetando a qualidade naquele momento.

Armadilha 3: não acompanhar o comportamento do veículo

Muitos motoristas só associam problemas ao combustível quando o defeito já apareceu. Alterações sutis costumam surgir antes.

**Sinais comuns após o abastecimento:** - Aumento repentino de consumo. - Dificuldade na partida ou funcionamento irregular. - Cheiro diferente ou perda de desempenho.

Percebeu algo fora do normal logo após abastecer? Registrar o local e o horário ajuda a identificar padrões e evitar repetir a escolha.

Misturas obrigatórias não são o problema — o desvio é

Gasolina com etanol e diesel com biodiesel fazem parte das regras no Brasil. O risco está no desrespeito aos limites e na falta de controle.

**Boa prática:** prefira postos que informam claramente os combustíveis comercializados e mantêm padrão consistente ao longo do tempo.

Rotina simples para reduzir o risco

Pequenas atitudes, repetidas sempre, ajudam a diminuir a chance de problemas: - Abasteça em postos que você já conhece e acompanha. - Varie menos de local; histórico conta. - Observe o veículo nos quilômetros seguintes ao abastecimento.

Fiscalização existe, mas a escolha diária é sua

Há regras e fiscalização no país, mas a decisão final acontece na bomba. Informação prática e atenção aos detalhes são as melhores aliadas para reduzir riscos ligados à adulteração de combustível.

Cuidar da qualidade começa antes de encaixar a mangueira — e segue depois que o tanque está cheio.

Comentários

Comentários são públicos e de responsabilidade de quem publica. Não compartilhe dados pessoais. Podemos registrar dados técnicos (ex.: hash de IP) para reduzir spam e remover conteúdo abusivo, ilegal ou fora do tema.

Nome
Comentário
Ao enviar, você concorda em manter um tom respeitoso.
Seja o primeiro a comentar.