A qualidade do combustível impacta consumo, desempenho e manutenção. No Brasil, onde há misturas obrigatórias e uma cadeia longa até a bomba, pequenos descuidos podem aumentar o risco de abastecer produto fora do padrão.
Sem jargão e sem alarmismo, este guia destaca três armadilhas comuns ligadas à adulteração e mostra como reduzir o risco com atitudes simples no dia a dia.
Armadilha 1: escolher apenas pelo preço
Preço chama atenção, mas valores muito abaixo da média local merecem cautela. Diferenças pontuais existem por logística, volume e concorrência; quedas exageradas e persistentes fogem do padrão.
**Como evitar:** - Compare preços dentro da mesma região e no mesmo período. - Desconfie de promoções contínuas sem explicação clara. - Observe se o posto mantém preços coerentes entre gasolina, etanol e diesel.
Armadilha 2: ignorar sinais visuais e operacionais do posto
A rotina do posto diz muito sobre o cuidado com o combustível. Falhas simples podem indicar problemas maiores, inclusive mistura inadequada ou armazenamento ruim.
**O que observar antes de abastecer:** - Bombas limpas, com lacres íntegros e visor legível. - Informações visíveis sobre o tipo de combustível vendido. - Organização da pista e manutenção básica em dia.
Atenção ao momento do descarregamento
Evite abastecer enquanto o caminhão-tanque está descarregando. A movimentação pode suspender resíduos do fundo do tanque, afetando a qualidade naquele momento.
Armadilha 3: não acompanhar o comportamento do veículo
Muitos motoristas só associam problemas ao combustível quando o defeito já apareceu. Alterações sutis costumam surgir antes.
**Sinais comuns após o abastecimento:** - Aumento repentino de consumo. - Dificuldade na partida ou funcionamento irregular. - Cheiro diferente ou perda de desempenho.
Percebeu algo fora do normal logo após abastecer? Registrar o local e o horário ajuda a identificar padrões e evitar repetir a escolha.
Misturas obrigatórias não são o problema — o desvio é
Gasolina com etanol e diesel com biodiesel fazem parte das regras no Brasil. O risco está no desrespeito aos limites e na falta de controle.
**Boa prática:** prefira postos que informam claramente os combustíveis comercializados e mantêm padrão consistente ao longo do tempo.
Rotina simples para reduzir o risco
Pequenas atitudes, repetidas sempre, ajudam a diminuir a chance de problemas: - Abasteça em postos que você já conhece e acompanha. - Varie menos de local; histórico conta. - Observe o veículo nos quilômetros seguintes ao abastecimento.
Fiscalização existe, mas a escolha diária é sua
Há regras e fiscalização no país, mas a decisão final acontece na bomba. Informação prática e atenção aos detalhes são as melhores aliadas para reduzir riscos ligados à adulteração de combustível.
Cuidar da qualidade começa antes de encaixar a mangueira — e segue depois que o tanque está cheio.
