MotosPublicado: 2 de jan. de 2026, 06:40Atualizado: 2 de jan. de 2026, 06:41

Mitos e verdades: convivência com carros e pontos cegos — como reduzir o risco na moto

Entenda o que é fato e o que é mito sobre pontos cegos e adote atitudes práticas de segurança desde o início

Ilustração de capa: Mitos e verdades: convivência com carros e pontos cegos — como reduzir o risco na moto (Motos)
Por Mariana Costa

Conviver com carros faz parte da rotina de quem anda de moto, principalmente nas cidades. Grande parte dos sustos acontece por um motivo simples: o motociclista está em um ponto onde o motorista não consegue ver.

Entender os pontos cegos e separar mitos de verdades ajuda a reduzir riscos no dia a dia. Com atitudes práticas e previsíveis, dá para aumentar a margem de segurança sem depender da sorte.

O que são pontos cegos e por que eles importam

Pontos cegos são áreas ao redor do veículo que não aparecem nos espelhos retrovisores. Em carros, eles costumam ficar:

- Nas laterais traseiras, logo após o alcance do retrovisor - Muito próximos ao para-choque traseiro - Em veículos maiores, como ônibus e caminhões, também na frente

Para a moto, isso significa que estar “do lado” do carro nem sempre é estar visível. Quanto menor a moto, maior a chance de desaparecer nesses espaços.

Mito: o motorista sempre vê a moto se olhar no retrovisor

Mesmo com os espelhos bem ajustados, o campo de visão é limitado. Além disso:

- Nem todo motorista confere os espelhos com frequência - Reflexos, sujeira e iluminação ruim atrapalham a visualização - Mudanças rápidas de faixa pegam de surpresa

A responsabilidade de ser visto não pode ser presumida. Na moto, assumir que você pode não estar visível é uma postura mais segura.

Verdade: posicionamento na faixa faz diferença

Onde você roda dentro da faixa influencia diretamente sua visibilidade. Alguns cuidados práticos:

- Evite ficar colado ao carro à frente ou ao lado - Prefira posições onde o motorista possa te ver pelo retrovisor externo - Se não enxerga o rosto do motorista no espelho, provavelmente ele não te vê

Pequenos ajustes de posição aumentam o tempo de reação de todos.

Mito: acelerar para sair do ponto cego é sempre a melhor opção

Acelerar pode até tirar a moto do ponto cego, mas nem sempre é a escolha mais segura. O risco aumenta quando:

- O carro inicia uma mudança de faixa inesperada - Há trânsito à frente ou veículos parados - O piso está irregular ou escorregadio

Em muitos casos, reduzir levemente a velocidade e aumentar o espaço é mais previsível e seguro.

Verdade: comunicação clara reduz conflitos

Ser previsível ajuda os outros a entenderem sua intenção. Isso inclui:

- Usar setas com antecedência - Evitar zigue-zague entre faixas - Manter velocidade compatível com o fluxo

Movimentos suaves e bem sinalizados diminuem decisões de última hora dos motoristas.

Como reduzir o risco no dia a dia: checklist rápido

Para quem está começando, vale transformar a atenção aos pontos cegos em hábito:

- Observe constantemente os retrovisores dos carros ao redor - Evite rodar por longos períodos ao lado de outro veículo - Dê preferência a áreas onde você seja facilmente visto - Redobre a atenção perto de cruzamentos e saídas de garagem

A convivência entre motos e carros exige leitura constante do ambiente. Quanto mais cedo esses cuidados entram na rotina, maior a chance de viagens tranquilas e sem sustos.

Comentários

Comentários são públicos e de responsabilidade de quem publica. Não compartilhe dados pessoais. Podemos registrar dados técnicos (ex.: hash de IP) para reduzir spam e remover conteúdo abusivo, ilegal ou fora do tema.

Nome
Comentário
Ao enviar, você concorda em manter um tom respeitoso.
Seja o primeiro a comentar.