MotosPublicado: 1 de jan. de 2026, 14:20Atualizado: 1 de jan. de 2026, 14:21

Passo a passo: equipamentos de proteção (EPI) para moto — como escolher do básico ao avançado

Guia prático para iniciantes com foco em segurança, conforto e uso no dia a dia

Ilustração de capa: Passo a passo: equipamentos de proteção (EPI) para moto — como escolher do básico ao avançado (Motos)
Por Bruno Almeida

Começar a pilotar envolve mais do que aprender comandos e regras: escolher o equipamento de proteção certo é parte essencial da segurança. Para iniciantes, o desafio costuma ser entender o que é básico, o que é desejável e como evoluir aos poucos.

Este passo a passo organiza os EPIs do mais essencial ao mais avançado, com critérios simples de escolha e dicas práticas para o uso diário.

1) Capacete: o item indispensável

O capacete é o principal EPI da moto e deve ser prioridade absoluta. Mais do que o visual, o que importa é ajuste, certificação e estado de conservação.

Como escolher

- Tamanho correto: não deve apertar pontos específicos nem ficar folgado. - Fecho seguro: sistemas bem ajustados evitam soltura em impactos. - Ventilação e viseira: ajudam no conforto e na visibilidade. - Certificação vigente: indica que o modelo passou por testes mínimos de segurança.

Troque o capacete após quedas ou quando apresentar trincas, folgas internas ou viseira comprometida.

2) Luvas: controle e proteção para as mãos

As mãos são usadas instintivamente para apoio em quedas. Luvas adequadas protegem contra abrasão, impactos leves e melhoram o controle dos comandos.

- Ajuste firme no punho. - Material resistente à abrasão. - Proteções nos nós dos dedos são um diferencial.

Para uso urbano diário, priorize conforto e sensibilidade nos manetes.

3) Jaqueta e calça: proteção contra impacto e abrasão

Roupas comuns não foram feitas para deslizar no asfalto. Jaquetas e calças próprias para moto usam materiais e reforços pensados para esse cenário.

O que observar

- Proteções removíveis em ombros, cotovelos, costas, quadris e joelhos. - Tecido resistente (têxtil técnico ou couro). - Ajustes que mantenham as proteções no lugar durante a pilotagem.

Modelos ventilados ajudam no conforto em climas quentes sem abrir mão da segurança.

4) Botas e calçados: estabilidade e proteção dos pés

Os pés ficam expostos ao calor do motor, à alavanca de câmbio e a impactos. Botas específicas oferecem proteção e estabilidade.

- Cano médio ou alto para proteger o tornozelo. - Solado antiderrapante. - Reforço na área do câmbio.

Evite pilotar com tênis comuns ou calçados abertos.

5) EPIs intermediários: quando faz sentido evoluir

Com mais tempo de uso ou em trajetos mais longos, vale considerar proteções adicionais:

- Protetor de coluna independente. - Joelheiras e cotoveleiras por baixo da roupa. - Segunda viseira (clara e escura) conforme as condições de luz.

Esses itens aumentam a proteção sem exigir troca completa do vestuário.

6) EPIs avançados: uso específico e pilotagem frequente

Para quem roda muito, pega estrada ou pilota em ritmo mais intenso, existem soluções mais completas.

Exemplos

- Jaquetas e macacões com proteções de nível superior. - Airbags vestíveis para moto. - Botas com sistemas de proteção contra torção.

A escolha deve considerar o tipo de trajeto, frequência de uso e conforto, já que o melhor EPI é aquele usado corretamente em todas as saídas.

Dicas finais de ajuste e manutenção

- Experimente o EPI na posição de pilotagem. - Verifique costuras, fechos e proteções periodicamente. - Limpe e guarde corretamente para preservar materiais.

Organizar a compra por etapas ajuda o iniciante a montar um conjunto de proteção eficiente, evoluindo conforme a experiência e o tipo de uso da moto.

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