EconomiaPublicado: 1 de jan. de 2026, 16:40Atualizado: 1 de jan. de 2026, 16:41

Mitos e verdades do seguro auto: coberturas, franquia e o que pesa no preço

Guia para iniciantes entenderem o seguro sem sustos no orçamento

Ilustração de capa: Mitos e verdades do seguro auto: coberturas, franquia e o que pesa no preço (Economia)
Por Bruno Almeida

Para quem está começando, o seguro auto costuma parecer um pacote fechado: caro, cheio de termos e difícil de comparar. Mas o impacto no bolso depende de escolhas específicas — muitas vezes invisíveis na primeira cotação.

Separar mitos de verdades ajuda a pagar pelo que faz sentido para o seu uso do carro, sem cortar proteção importante nem assumir gastos desnecessários.

Cobertura compreensiva é obrigatória?

**Mito.** A cobertura compreensiva (colisão, roubo/furto e danos a terceiros) é a mais comum, mas não é a única opção. Para carros mais antigos ou de baixo valor, pode não fechar a conta.

Alternativas que costumam custar menos: - **Roubo e furto**: protege contra perdas totais sem cobrir colisões. - **Danos a terceiros (RCF-V)**: foca em indenizar terceiros, reduzindo risco financeiro alto.

A escolha depende do valor do carro e da sua tolerância a assumir parte do prejuízo.

Franquia alta sempre barateia o seguro?

**Verdade, com ressalvas.** Franquia mais alta geralmente reduz o preço da apólice, mas aumenta o desembolso em caso de sinistro.

Pense na franquia como um “cofre de emergência”: - Se você tem reserva para pequenos reparos, a franquia alta pode fazer sentido. - Se qualquer gasto inesperado desequilibra o orçamento, franquia menor traz previsibilidade.

Carro mais barato tem seguro mais barato?

**Mito.** O preço do veículo pesa, mas não decide tudo. Modelos com peças caras, alto índice de roubo ou manutenção complexa podem ter seguro mais caro que carros de valor maior.

Fatores que influenciam além do valor: - Frequência de sinistros do modelo - Custo e disponibilidade de peças - Tempo médio de reparo

Perfil do motorista: o que realmente influencia

**Verdade.** O perfil é um dos principais componentes do preço. Não é julgamento, é estatística.

Entram na conta: - Idade e tempo de habilitação - Histórico de sinistros - Cidade e bairro de circulação - Uso do carro (trabalho, lazer, ambos)

Pequenas mudanças de uso declarado podem alterar bastante a cotação.

Assistências e extras: conforto ou custo escondido?

**Depende do uso.** Guincho, carro reserva, chaveiro e vidros são úteis, mas somam ao preço.

Pergunte-se: - Quantas vezes você realmente usou esses serviços no último ano? - O limite de guincho atende à sua rotina?

Cortar extras pouco usados pode reduzir o custo sem afetar a proteção principal.

Seguro mais barato é sempre pior?

**Mito.** Preço baixo não significa cobertura ruim, assim como preço alto não garante melhor custo-benefício.

Compare sempre: - Limites de indenização - Valor da franquia - Exclusões de cobertura

Dois seguros com preços próximos podem proteger de formas bem diferentes.

O que olhar na cotação para proteger o bolso

Antes de fechar, confira: - Se a cobertura combina com o valor atual do carro - Se a franquia cabe no seu orçamento - Se os extras refletem seu uso real

Entender esses pontos transforma o seguro auto de um custo fixo confuso em uma decisão econômica mais consciente — especialmente para quem está começando.

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