EconomiaPublicado: 31 de dez. de 2025, 18:00Atualizado: 31 de dez. de 2025, 20:42

Erros comuns sobre depreciação e valor de revenda: o que iniciantes precisam evitar

Entenda como escolhas simples impactam o custo do carro ao longo do tempo

Ilustração de capa: Erros comuns sobre depreciação e valor de revenda: o que iniciantes precisam evitar (Economia)
Por Mariana Costa

Depreciação e valor de revenda fazem parte do custo real de um veículo, mas costumam ser ignorados por quem está comprando o primeiro carro ou trocando de modelo. O resultado é pagar mais do que o necessário ao longo do tempo.

Entender esses conceitos ajuda a tomar decisões mais racionais, especialmente em um cenário econômico em que o automóvel é um dos bens que mais perdem valor.

Confundir preço de compra com custo total

Um erro frequente é olhar apenas para o valor pago na compra e ignorar o quanto o carro vai valer daqui a alguns anos. Dois modelos com preços semelhantes podem ter comportamentos muito diferentes de depreciação.

Na prática, o custo total inclui:

- Quanto o veículo perde de valor ao longo do tempo - Gastos com manutenção e peças - Facilidade de revenda no mercado usado

Acreditar que todo carro desvaloriza igual

Nem todos os veículos perdem valor no mesmo ritmo. Marca, modelo, motorização e até a versão influenciam diretamente a depreciação.

Carros com histórico de boa aceitação tendem a:

- Ter mais procura no mercado de usados - Sofrer menos pressão para baixar preço na revenda - Manter liquidez mesmo em períodos econômicos instáveis

Ignorar o impacto das versões e opcionais

Para iniciantes, é comum achar que mais itens sempre significam maior valor futuro. Nem sempre. Algumas versões completas têm baixa procura no mercado de usados.

O que costuma pesar negativamente

- Opcionais caros com pouca utilidade prática - Configurações muito específicas de cor ou acabamento - Versões topo de linha com preço distante da média do mercado

Negligenciar manutenção e histórico do veículo

A forma como o carro é cuidado influencia diretamente seu valor de revenda. Mesmo modelos conhecidos por boa valorização perdem atratividade quando não têm histórico claro.

Práticas simples que fazem diferença:

- Manter revisões em dia - Guardar comprovantes de serviços - Evitar alterações que fujam do padrão original

Trocar de carro no momento errado

O timing da venda também afeta o quanto se perde com a depreciação. Vender logo após a compra ou em momentos de baixa demanda costuma ampliar a perda financeira.

Planejar a troca considerando:

- Tempo médio de maior perda de valor (geralmente nos primeiros anos) - Sazonalidade do mercado de usados - Condições gerais da economia

Superestimar o valor emocional na revenda

Por fim, um erro comum é misturar apego pessoal com preço de mercado. O valor emocional não é considerado por quem está comprando.

Entender isso ajuda a negociar de forma mais realista e a evitar frustrações. No fim, depreciação e valor de revenda não são inimigos, mas variáveis que podem ser melhor administradas com informação e planejamento.

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